Yorba Linda e Whittier
Uma infância fora das elites.
Richard Milhous Nixon nasceu em 9 de janeiro de 1913, em Yorba Linda, Califórnia. A família vivia do trabalho agrícola e de um pequeno comércio. A infância foi marcada por disciplina religiosa quaker, dificuldades financeiras e pela morte de dois irmãos.
As dificuldades familiares, a disciplina quaker e a distância das elites da Costa Leste ajudam a explicar traços recorrentes de sua vida pública: competitividade, autocontrole, ressentimento social e atenção intensa às relações de poder.
Whittier College e Duke
Formação intelectual e jurídica.
Nixon permaneceu próximo da família durante a graduação no Whittier College. Estudou Direito com bolsa na Duke University, formou-se em 1937 e voltou à Califórnia para exercer advocacia. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu na Marinha dos Estados Unidos.
Congresso, Senado e Vice-Presidência
Uma ascensão acelerada.
Eleito para a Câmara em 1946, ganhou projeção nacional no caso Alger Hiss. Chegou ao Senado em 1950 e, aos 39 anos, foi escolhido por Dwight Eisenhower para a chapa republicana de 1952. Como vice-presidente, viajou extensamente, presidiu reuniões do gabinete e acumulou experiência em política externa.
1960 — 1968
Derrotas e retorno.
A derrota presidencial de 1960 foi uma das mais apertadas da história americana. Dois anos depois, Nixon perdeu a eleição para governador da Califórnia e anunciou que a imprensa não o teria mais como alvo. A carreira parecia encerrada.
Entre 1962 e 1968, Nixon reconstruiu sua posição no Partido Republicano e realizou um dos maiores retornos da política americana.
1969 — 1974
Presidência.
Nixon venceu Hubert Humphrey em 1968 e assumiu a Casa Branca em janeiro de 1969. Seu governo combinou reformas internas, retirada das forças de combate do Vietnã, abertura à China e détente com a União Soviética. Em 1972, conquistou 49 estados, 520 votos no Colégio Eleitoral e mais de 60% do voto popular.
1974 — 1994
Autor, analista e conselheiro.
Após deixar a Presidência, Nixon publicou livros sobre geopolítica, União Soviética, China, Europa e liderança. Recuperou espaço como analista internacional, realizou novas viagens ao exterior e foi consultado por presidentes republicanos e democratas. Morreu em Nova York, em 22 de abril de 1994.